Um advogado de Cáceres, no interior de Mato Grosso, causou forte repercussão após sugerir, em um grupo de WhatsApp ligado à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que “cabeças de bolsonaristas” deveriam ser cortadas em praça pública. A mensagem foi enviada durante uma discussão política e rapidamente se espalhou, gerando críticas dentro e fora da advocacia.
O autor das mensagens teria afirmado que “torcia” para que esse tipo de violência acontecesse e chegou a dizer que seria “voluntário” para o ato. As declarações foram consideradas por colegas como incitação explícita à violência, o que contraria princípios básicos do Estatuto da Advocacia e da Constituição Federal.
A repercussão levou advogados a defenderem a abertura de procedimento no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB, com pedidos que vão desde advertência até suspensão ou expulsão do profissional. Para integrantes da entidade, manifestações desse tipo extrapolam qualquer limite da liberdade de expressão.
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Especialistas em direito destacam que declarações públicas com estímulo à violência podem, além de sanções administrativas, gerar consequências na esfera criminal, dependendo da análise do conteúdo e do contexto em que foram feitas.
Após a divulgação das mensagens, o advogado se manifestou dizendo que foi infeliz nas palavras e que o comentário ocorreu em meio a um debate acalorado, afirmando não ter intenção de incentivar violência. O caso segue sob avaliação interna da OAB.





