O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou nesta sexta-feira (16) que a Polícia Federal colha os depoimentos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-deputado Daniel Silveira sobre o caso do senador Marcos do Val (Podemos-ES). Na quinta-feira, o parlamentar foi alvo de busca e apreensão nas residências em Brasília e Vitória (ES) e no gabinete do Senado. As oitivas foram solicitadas pela própria PF.
Em fevereiro, o senador capixaba disse ter participado de reuniões envolvendo Bolsonaro e Silveira em uma suposta trama para grampear Alexandre de Moraes, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e assim conseguir subsídios para prender o ministro e interferir no processo eleitoral. Em uma primeira entrevista, o senador relata ter sido “extorquido” por Bolsonaro para participar da trama.
Em outras declarações, do Val nega a coação e diz que foi levado a uma reunião sobre o tema por Daniel Silveira. Em entrevista à jornalista Natuza Nery, da Globo News, o parlamentar admitiu que deu várias versões para o episódio, e ao mesmo tempo argumenta que deu apenas uma versão na Polícia Federal, em depoimento dado em fevereiro.
- Americanas demite mais de 4 mil funcionários e mantém plano de reestruturação financeira em 2026
- Homem acusado de tentativa de homicídio é preso durante operação da Polícia Civil em Jiquiriçá
- São João de Pojuca: Prefeitura cancela shows de Tayrone, Neto Brito e outras atrações após recomendações de órgãos fiscalizadores
Ao Globo News, Marcos do Val declarou que queria fazer uma “persuasão”, que nas palavras dele representaria a divulgação de uma mensagem para conseguir engajamento. “Eu entendo bem o que é persuasão e entendo bem de mentira também”. Fonte: Metrópoles


