Bahia registra mais de 20 mil mortes em acidentes de trânsito nos últimos 10 anos

Bahia registra mais de 20 mil mortes em acidentes de trânsito nos últimos 10 anos — Foto: Divulgação/PRF

A Bahia registrou 24.479 mortes em acidentes de trânsito, entre 2009 e 2018, segundo informações da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Conforme o órgão, o número é maior que a população de 287 cidades baianas, como Laje, Uauá e Coração de Maria. De acordo com a Sesab, até outubro deste ano, foram registrados 1.481 óbitos causados por acidentes de trânsito. Além disso, a secretaria destaca que cerca de 40% das internações hospitalares no estado são por causa de acidentes, na maioria das vezes envolvendo motocicletas.

A Bahia foi o primeiro estado do Brasil a incluir os acidentes de trânsito na lista de doenças de notificação compulsória (obrigatória), para interesse de saúde pública, em novembro de 2017.

Segundo informações da Sesab, entre 1° de janeiro e 8 de outubro de 2017, foram registrados 16.822 vítimas de acidente de trânsito, média superior a 59 casos por dia. O órgão de saúde informou que segundo os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinam), 75,1% das vítimas eram homens e 57,1% deles tinham entre 20 e 39 anos.

Segundo a Sesab, no Brasil, estimativas calculam em cerca de R$ 50 bilhões ao ano os gastos com acidentes de trânsito — Foto: Edivaldo Braga/Blogbraga
Segundo a Sesab, no Brasil, estimativas calculam em cerca de R$ 50 bilhões ao ano os gastos com acidentes de trânsito — Foto: Edivaldo Braga/Blogbraga

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, no Brasil, estimativas calculam em cerca de R$ 50 bilhões ao ano os gastos com os acidentes de trânsito. No cálculo, o órgão leva em conta atendimento médico-hospitalar, seguros de veículos, danos a infraestruturas e perda ou roubo de cargas.

Na Bahia, entre 1° de janeiro de 2015 e 4 de outubro deste ano, as despesas com internação hospitalar custaram R$ 50 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS). O montante não contabiliza medicamentos, fisioterapias, órteses e próteses, o que multiplicaria o valor em mais de 10 vezes.

(G1/BA)

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