Os preços dos alimentos consumidos em casa voltaram a subir em maio e ajudaram a pressionar a inflação no Brasil. Segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a alimentação no domicílio ficou, em média, 1,65% mais cara no mês, com destaque para itens básicos da mesa do brasileiro.
Entre as maiores altas, a batata-inglesa disparou 44,69%, seguida pelo pepino (44,3%), tomate (20,62%) e cebola (16,8%). Carnes também registraram aumento, ainda que mais moderado, com destaque para cortes como picanha, filé-mignon e carne-seca. Outros produtos, como cenoura, feijão-carioca, leite de coco e brócolis, também encareceram no período.
Alimentação segue pressionando inflação
O grupo Alimentação e Bebidas foi um dos principais responsáveis pela alta do IPCA no mês, respondendo por 0,29 ponto percentual do índice, com variação de 1,33%. Apesar disso, a inflação geral mostrou desaceleração, passando de 0,67% em abril para 0,58% em maio.
Segundo o IBGE, fatores como menor oferta de alguns produtos e o aumento do custo do frete, influenciado pela alta dos combustíveis, ajudam a explicar a pressão nos preços.
Alguns alimentos ficam mais baratos
Em contrapartida, alguns itens registraram queda expressiva nos preços. O café moído recuou 2,38%, enquanto as frutas caíram, em média, 0,70%. Entre os destaques de baixa estão abobrinha (-11,43%), laranja-lima (-9,87%) e diferentes tipos de peixes, como cavala, palombeta e serra, que tiveram quedas superiores a 9%. Também ficaram mais baratos itens como pimentão, maracujá, batata-doce e polpas de frutas congeladas.
Apesar das quedas pontuais, o grupo de alimentos ainda mantém pressão sobre o custo de vida das famílias, principalmente nos produtos mais consumidos no dia a dia.


