BNDES suspenderá dívidas de empresas por 6 meses; veja quem será beneficiado

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O BNDES vai reeditar a suspensão temporária do pagamento de dívidas de micro e pequenas empresas. O objetivo é de atenuar os impactos econômicos decorrentes da pandemia do coronavírus. No jargão econômico, este standstill terá uma duração de até seis meses e vai beneficiar, segundo o banco, cerca de 100 mil firmas em todo Brasil.

No total, as parcelas que serão suspensas somam R$2,9 bilhões e é válido para operações indiretas, que é quando o tomador de crédito levanta recursos junto a outros bancos e instituições financeiras.

A medida tem a finalidade de aliviar o caixa das empresas em um cenário complicado. Porém as taxas de juros permanecem incidindo nas parcelas paralisadas, mesmo que elas sejam pagas futuramente.

Além desta medida, o BNDES vai conceder a possibilidade de solicitação de prorrogação de até 18 meses para o prazo final amortização de contratos com taxa de juros de longo prazo (TLP).

“O que queremos é ajudar as empresas que precisam dessa pausa para voltar ao processo de normalidade, gerando empregos”, disse o diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto do banco, Bruno Laskowsky.

Demais Medidas 

Outra medida reeditada nesta semana foi o BEm, programa que autoriza acordos entre o empregador e o funcionário para redução de jornada ou suspensão do contrato, além de uma medida que flexibiliza as relações de trabalho.

É esperado também os novos pagamentos do Pronampe, programa que concede empréstimo a um custo mais acessível e que se esgotou rapidamente em suas três primeiras edições em 2020.

No âmbito BNDES, existem planos para estender a suspensão dos pagamentos para as empresas de médio e grande porte ainda neste semestre. Mas, desta vez, o grupo beneficiado seria mais reduzido do que no passado, pois desta vez, a medida atenderá os setores mais impactados pela pandemia.

Em 2020, a medida teve a duração de seis meses, porém englobava empréstimos indiretos e os que são negociados diretamente com o banco para empresas de todos os tamanhos, em um total de R$13,6 bilhões.

O empresariado considera que as medidas são necessárias, porém que demoraram para serem aplicadas. (FDR)