A Polícia Federal (PF) não incluiu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na lista de indiciados no inquérito que investiga a existência de uma estrutura clandestina de espionagem dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), conhecida como “Abin paralela”.
Apesar de ser apontado nas investigações como responsável criminal pelo suposto esquema, Bolsonaro permanece como investigado, sem indiciamento formal.
Segundo a jornalista Daniela Lima, do G1, a PF aguarda manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF) para definir se o nome do ex-presidente será incluído entre os indiciados. Atualmente, Bolsonaro figura como réu em outro processo, que trata da tentativa de golpe de Estado.
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Enquanto isso, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, foi indiciado no caso e reagiu em suas redes sociais. Em publicação, afirmou ser vítima de perseguição política e associou a atuação da Polícia Federal às eleições de 2026. “Alguém tinha alguma dúvida que a PF do Lula faria isso comigo? Justificativa? Creio que os senhores já sabem: eleições em 2026? Acho que não! É só coincidência”, escreveu.
A investigação da PF apura o uso indevido de ferramentas de monitoramento ilegal pela Abin em benefício de aliados do governo anterior, além de ações de vigilância e coleta de dados sem autorização judicial.





