Bronquiolite recua no Brasil, mas Fiocruz mantém alerta para vírus respiratórios em cinco estados

Casos de vírus sincicial respiratório seguem em queda no país, reduzindo internações infantis, enquanto especialistas reforçam a importância da vacinação e dos cuidados preventivos

aplicação de vacinas contra a Covid-19 — Foto: Lucas Lins

Os casos do vírus sincicial respiratório (VSR), principal responsável pela bronquiolite em crianças de até 2 anos, continuam em queda na maior parte do Brasil. A informação é do mais recente Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que também aponta redução nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças de até 4 anos.

Apesar do cenário de melhora em grande parte do país, a Fiocruz alerta que Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ainda permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo.

Segundo o levantamento, a diminuição das hospitalizações entre jovens, adultos e idosos está relacionada principalmente à queda dos casos de influenza A. Já entre crianças de 5 a 14 anos, a redução ocorre devido ao menor número de infecções graves provocadas pelo rinovírus.

Em 2026, o Brasil já contabilizou 115.203 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Mais da metade dessas ocorrências teve confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.

Entre os casos positivos, o vírus sincicial respiratório lidera as notificações, representando 40,2% das infecções confirmadas. Em seguida aparecem o rinovírus, com 30,2%, e a influenza A, responsável por 20,8% dos registros.

A Fiocruz destaca que, embora os indicadores apontem melhora, os cuidados continuam sendo fundamentais para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios. A orientação é manter hábitos de higiene, como lavar frequentemente as mãos, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar e utilizar máscara quando houver sintomas gripais, principalmente em ambientes fechados ou com pessoas mais vulneráveis.

A instituição também reforça a importância da vacinação, especialmente entre idosos, grupo que continua apresentando maior risco de complicações e mortes relacionadas à influenza A.

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