Comunismo: governo da China lança ofensiva contra igrejas e prende mais de 1.000 fiéis

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Imagem: Reprodução

A mais nova investiga do governo comunista da China contra às igrejas cristãs ocorreu em Qingdao, uma importante cidade portuária na província oriental de Shandong, onde mais de 1.000 seguidores de Jesus Cristo foram presos como parte de uma operação que visou “limpar os crimes de gangues e eliminar o mal”.

Segundo informações da agência internacional de vigilância da liberdade religiosa Biter Winter, autoridades do governo estipularam metas para que os oficiais prendessem um número maior de cristãos, entre 100 e 200, tendo como alvo principal a Igreja do Deus Todo-Poderoso (CAG). 

A operação durou três meses, tendo iniciado em setembro passado. Ao final,  cerca de 1.041 fiéis foram presos; 377 detidos, 118 foram sentenciados e mais de 1.170 assediados pela polícia. Em patrimônio, os agentes comunistas apreenderam 2,84 milhões de RMB (cerca de US$ 410.000).

A escalada de perseguição aos cristãos na China faz parte das intenções do Partido Comunista do país de suprimir a liberdade religiosa em função do culto à personalidade de Xi Jinping, uma prática também vista em outro país comunista, a Coreia do Norte, onde a intolerância ao cristianismo atinge o seu nível máximo, segundo a Portas Abertas.ANÚNCIO

“Em seu esforço para erradicar as religiões, o regime totalitário da China destrói implacavelmente locais de culto, converte templos, mesquitas e igrejas em centros administrados pelo governo, onde símbolos religiosos são substituídos por retratos do presidente do país e materiais de propaganda”, diz a Biter Winter.

Fora dos templos, os cristãos da China também são perseguidos em suas residências. Muitos são vigiados constantemente, em um esforço do Partido Comunista para conter o avanço do cristianismo no país.

“Quando perdem seus locais de culto, os religiosos não têm permissão para praticar sua fé, mesmo na privacidade de seus lares: oficiais invadem suas residências para remover cruzes e imagens de santos e deidades, ordenando substituí-los pela única divindade que se pode adorar na China: presidente Xi Jinping”, conclui o relatório.

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