A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para que um cuidador acompanhe o político durante o período de prisão domiciliar.
O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e propõe a inclusão de Carlos Eduardo Antunes Torres — apontado como irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro — entre as pessoas autorizadas a frequentar a residência no bairro Jardim Botânico, em Brasília.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 27 de março, após permanecer duas semanas internado para tratar uma infecção pulmonar. A medida tem duração prevista de 90 dias e permite apenas a presença de familiares diretos e equipe médica.
Segundo os advogados, o estado de saúde do ex-presidente exige acompanhamento contínuo. A defesa argumenta ainda que Michelle Bolsonaro possui compromissos que impedem sua permanência integral no local, o que justificaria a necessidade de um cuidador de confiança.
O pedido solicita que o acompanhante possa permanecer na residência sempre que necessário, sem necessidade de autorizações judiciais adicionais. A decisão agora depende de análise do STF.


