Dr. Leonel rebate ex-secretário de saúde do ex-prefeito Rogério e reforça a denúncia de mais R$ 1 milhão em atraso no pagamento de medicamentos

Dr. Leonel Cafezeiro secretário de Saúde de Santo Antônio de Jesus / Foto: Voz da Bahia

O Secretário de Saúde do município de Santo Antônio de Jesus, Dr. Leonel Cafezeiro, nesta 5ª parte da entrevista ao Voz da Bahia falou sobre a resposta dada pelo ex-secretário de saúde do município, Dr. Leandro Lobo, com relação a denúncia de um débito de mais de R$ 1 milhão deixadas na pasta. De acordo com Dr. Leandro, ele garantiu que foi realizado a distribuição de medicamentos para os postos de saúde, deixando-os abastecidos para o mês de janeiro de 2020 (relembre aqui).

Após essa afirmação do ex-secretário Dr. Leandro, da gestão do ex-prefeito Rogério Andrade (PSD), ao dizer que deixou medicamentos também no almoxarifado da prefeitura, Dr. Leonel rebate e explica que é uma quantidade muito pouca, além de não se tratar só de medicamentos, ” R$ 400 mil no almoxarifado é uma coisa muito pequena, porque não é só medicamento, é material de limpeza, é material de curativo e uma série de outros itens. Em relação aos medicamentos, os fornecedores vieram nos procurar quando nós fizemos um pedido baseado numa carta e licitações que estavam em vigor, nós fizemos uma série de solicitações de medicamentos e as empresas disseram que não iriam fornecer porque estava com débito anterior”, explicou.

Dr. Leonel ainda reforça que de acordo com o levantamento, o valor do debito ultrapassa R$ 1 milhão só em medicamentos, “nós ficamos sem poder pedir essa medicação. Hoje eu assinei uma série de pedidos e solicitações desses medicamentos, mas para isso é preciso que a gente fizesse negociações mostrando que nós não podemos simplesmente pagar débito de gestão anterior sem antes fazer o processo que passe pelo Procuradoria Geral do Município e que a gente tenha esse respaldo. Para isso, é preciso que a gente receba da gestão anterior todas as notas e prestações de contas que ainda não recebemos para que a gente se certifique de que existe o débito. De qualquer maneira, os gestores que deixam contas a pagar e não deixa os valores para serem pagos, eles respondem por improbidade administrativa, aí não cabe a mim essa denúncia e sim ao Procuradoria do Município”, concluiu.

Reportagem: Voz da Bahia