Em post, nas redes sociais, esposa diz que estuda denunciar Jean, goleiro do São Paulo, pela Lei Maria da Penha

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Crédito da Foto: reprodução / instagram

Em um texto publicado em rede social neste sábado (21/12), a mulher do goleiro Jean, do São Paulo, afirmou que estuda representar contra o atleta no Brasil, com base na Lei Maria da Penha, por tê-la agredido durante uma viagem de férias aos Estados Unidos.

Jean foi preso pela polícia americana na última quarta-feira (18/11) após discussão com a esposa num hotel em Orlando. O registro da ocorrência cita que ele desferiu oito socos em Milena. Na publicação, Milena faz um longo desabafo, reclama do que chama de “fakes” que são utilizados, segundo ela, para causar transtornos à sua família.

A mulher diz que Jean é um “bom pai e foi um bom marido”, mas que decidiu não prestar queixa nos EUA para evitar que ele permanecesse preso em outro país: “As demais atitudes, bem como ingressar com as indenizações pertinentes, a representação dele no Brasil pela Lei Maria da Penha, já estão sendo estudadas e examinadas junto com o corpo jurídico dos meus advogados”, escreveu Milena.

Confira mensagem :

NOTA DE ESCLARECIMENTO:


Venho me pronunciar e colocar um ponto final sobre os últimos acontecimentos aqui no insta.

Depois de longa conversa com profissionais jurídicos, cheguei à conclusão ao falar com meu advogado @doutorgabrielbomfim de me posicionar para todos.

Infelizmente diante desse momento de dor e aflição venho recebendo ataques de fakes me ofendendo e me julgando.
Aproximadamente um mês pessoas vem utilizando de fakes para me
Perseguir e me causar transtornos e também a minha família.
Em momento algum eu quis denegrir ou tornar público uma discussão de família, mas sim usei as redes sociais para me pronunciar e pedir SOCORRO da violência doméstica com medo, e pensando nas minhas filhas menores.

Jean é um bom pai e foi um bom marido, sobre o caso específico as providências já estão sendo adotadas.
Nessa viagem eu estava sem o whatsapp pois tive o meu telefone celular roubado em São Paulo.

Assim como milhões de mulheres no mundo passam pela mesma situação e vivem caladas e com medo acreditando na melhora do agressor.
Mas diante da gravidade eu não posso me manter calada.

Não se pode acreditar em hipótese alguma que minhas duas filhas uma de 05 e outra de 03 de idade estejam mentindo inventando os fatos.

Preferi não prestar queixa formal nos EUA, com intuito de não permitir a prisão do pai das crianças em outro território.

As demais atitudes, bem como ingressar com as indenizações pertinentes, a representação dele no Brasil pela Lei Maria da Penha, já estão sendo estudadas e examinadas junto com o corpo jurídico dos meus advogados.

Até a presente data NÃO FUI procurada nem por ele nem por ninguém para prestar assistência.
Não obstante estar em outro pais com duas menores.

Peço que parem de me julgar, violência doméstica não é um mero capricho, uma discussão de família, se vocês observarem vão perceber o quanto eu estou fragilizada fisicamente, psicologicamente, sozinha, em um país diferente do meu com duas crianças.

Espero dar um ponto final nisso e que as coisas possam se resolver da melhor forma.

Obrigada.

21.12.2019, Eua, Orlando.”

(Aratu online)

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