Vereador afirma: “os boletins epidemiológicos de S. A. de Jesus são falsos, não há testes suficientes na cidade”

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Vereador de oposição de Santo Antônio de Jesus, Francisco Damasceno, o Chico de Dega / Foto: Voz da Bahia

A live do Voz da Bahia entrevistou nesta quinta-feira (30), no programa Meio-Dia e Meio, o vereador de oposição de Santo Antônio de Jesus, Francisco Damasceno, o popular Chico de Dega (DEM), que afirmou que os boletins epidemiológicos realizados no município são mentirosos, pois segundo ele, não há testes suficientes para detectar o novo coronavírus na cidade.

“BOLETINS DA SECRETARIA”

Segundo o edil, o governador Rui Costa (PT) distribuiu testes para diversas cidades e para Santo Antônio de Jesus, “ontem vi uma matéria do prefeito dizendo que a oposição torce para que aconteça um caso de Covid-19 em Santo Antônio de Jesus (relembre aqui). Isso não é verdade, a prefeitura não tem testes para nós sabermos se tem ou não casos em Santo Antônio de Jesus. Os boletins epidemiológicos que são apresentados pela secretaria são falsos, pois não falam a verdade. Se você não tem teste em Santo Antônio de Jesus e a prefeitura diz que não tem caso, peço a Deus que não tenha mesmo. As ações concretas desempenhadas pela prefeitura foram todas copiadas das outras prefeituras, como as ações do comércio. O boletim é parcial porque ele não testou. Não fez testes com a população de Santo Antônio de Jesus. Um relato de pessoa em uma entrevista do prefeito afirmou que foi para o hospital com sintomas análogos ao da Covid-19, acabou fazendo radiografia e encaminhado para casa, sem fazer testes. O teste na cidade de Santo Antônio de Jesus não é feito, sendo que o Governador do Estado distribuiu testes para diversos municípios da Bahia e só aqui diante de tantas cidades bem maiores realizam pouquíssimos testes. Quer dizer que aqui não tem o vírus?”, questionou.

“PLANO B”:

Chico declarou também, que exigiu um “Plano B” ao prefeito Rogério Andrade, em casos se houver confirmação de Covid-19 na cidade, “eu cobrei do prefeito: onde iremos colocar as pessoas infectadas caso haja casos confirmados? Teve prefeitos da região que montaram semi-UTIs em estádios para atender a população, e em Santo Antônio de Jesus estamos na mão de Deus. Deus diz: ‘faça sua parte que lhe ajudarei’, mas a prefeitura não fez nada, apenas decretos”, expressou.

TESTES:

Após afirmar que a gestão faz boletins epidemiológicos mentirosos, o vereador foi questionado sobre a licitação para compra de testes de Covid-19, “se não precisasse dos testes, o prefeito não fazia a licitação, já era para ter feito há muito tempo, ele está atrasado, andando de marcha ré. Santo Antônio de Jesus, pela graça de Deus, ainda não tivemos casos, mas existe muita incompetência da administração nas ações públicas de nosso município. Perguntei a ele onde está o ‘plano B’? Se tivesse pessoas infectadas, onde iria coloca-las? Qual foi a atitude da Secretaria de Saúde sobre esse problema? Deus, que zelou e cuidou de Santo Antônio de Jesus, mas a prefeitura não cuidou”, garantiu.

CHICO FALA DOS SINTOMAS:

Francisco também compartilhou, de acordo com ele, seus parcos conhecimentos sobre o novo coronavírus, mais que aprendeu através de leituras, “os sintomas não são tão visíveis. O cidadão talvez tenha uma resistência, que talvez nem seja comprovado cientificamente. É tão obscuro cientificamente que não sabemos como é que a pessoa é contaminada. Pré-julgam que ele pode ser passado pelo contato, mas não temos certeza. Os sintomas podem ser uma gripe, leve ou destrutiva, e esse coronavírus pode estar nesse contexto, sem ser necessariamente falta de ar”, pontuou.

FECHAMENTO DO COMÉRCIO:

Dega afirmou também sobre a crise econômica que pode ser causada no comercio da cidade, tendo em vista o fechamento de seguimentos comerciais, “não sou contra ou a favor de fechar o comércio, mas as consequências são perversas, pois são pais de família que vão morrer de fome. A cada 100 comércios funcionando em Santo Antônio de Jesus, só voltarão 50. Essa flexibilidade tem como atender a população com devida precaução. A prefeitura precisa colocar médicos nas ruas, para orientar e ajudar a população. As aglomerações nas filas da Caixa Econômica Federal são enormes, adianta o comércio fechado e tantas filas? O Governo Federal deu uma estabilidade ao povo, senão fosse isso, já estaríamos como peixes fora do mar”, declarou.

VERBAS PARA A GESTÃO E A UPA:

O vereador questionou o repasse de algumas verbas disponibilizadas pelo Governo Federal par a prefeitura do município, além de devoluções realizadas pela Câmara de Vereadores para a compra de cestas básicas, “eu fui para a Câmara e todos votaram com unanimidade repassar R$ 150 mil reais para a prefeitura municipal, na visão de distribuir esse valor em cestas básicas para atender uma parcela da sociedade. Não iria resolver, mas seria um paliativo. O prefeito nos chamou em reunião e falou como seria a viabilidade de entregar as cestas básicas, mas falou que estava obscuro a legislação eleitoral, que não permitiria a entrega das cestas. Eu falei um ensinamento bíblico: ‘dê com a mão direita, para a mão esquerda não ver’, e falei para darmos as cestas para alguma entidade entregar e não fazer politicagem para se promover na miséria do povo com o coronavírus. Ele falou que comprou EPI’s para atender a Secretaria de Saúde do município. Eu coloquei que o município recebeu R$ 595 mil reais para desenvolver essas ações, e rispidamente fui tratado por ele. Conseguimos reverter R$ 75 mil reais para compra de cestas básicas para Santo Antônio de Jesus. O prefeito afirmou que iria abrir a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) com recursos próprios, mas não é verdade. Ele está tentando abrir a UPA com recurso repassado pelo Governo Federal através do Ministério da Saúde, o qual recebeu R$ 597 mil reais. Essa semana, pediu a Câmara abrir um crédito especial para receber esse fundo em urgência. Eu votei a favor, pois eu não posso atropelar o andamento da cidade. Crédito especial de R$ 2 milhões e 500 mil reais aberto para a Secretaria de Saúde. Vamos fiscalizar se essas ações serão desenvolvidas contra o Covid-19”, observou.

O IPTU:

Para finalizar, Chico questionou a gestão municipal sobre a chegada do pagamento do IPTU, tendo em vista as dificuldades econômicas da população em meio a pandemia, “acredito que já era para o prefeito prorrogar o IPTU, tem que se rever o desconto também. Ele não pode deixar de cobrar os impostos por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal. A unica coisa que ele pode fazer, é um Decreto de prorrogação, aumentando o desconto na cota unica para o cidadão pagar. Esse ano terá muita flexibilidade e o Tribunal de Contas não vai punir tanto os prefeitos por causa desta crise financeira que estamos passando”, concluiu.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA:

Reportagem: Voz da Bahia

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