Especialista avalia bebês siamesas e separação pode ocorrer quando completarem um ano de idade

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O cirurgião pediátrico Zacharias Calil mundialmente conhecido por cirurgias de separação de gêmeos xifópagos

O cirurgião pediátrico Za­charias Calil Hamú concedeu entrevista a Andaiá FM e falou sobre o estado de saúde das gêmeas siamesas nascidas na última quinta-feira (15) na cidade de Santo Antônio de Jesus.

Em entrevista  Calil informou que as irmãs, Laís e Laura estão estáveis e diante primeira avaliação, é provável que a cirurgia de separação ocorrerá quando as crianças  completarem 01 ano de idade, “é preciso que elas tenham resistência suficiente. Como sã recém nascidas e não há nenhum problema de saúde iremos aguardar que elas possuam pele suficiente para a recoberta da operação”, informou.

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De acordo o especialista uma das meninas já se alimenta por via oral, no entanto a outra por sonda, no entanto não identificou a motivação. Laura e Laís são unidas pelo abdômen e dividem alguns órgãos como bexiga, fígado  e parte do intestino.

Calil salientou ainda que por compartilharem o osso da bacia, chamado ísquio, a operação é considerada complexa, “É importante ter pele, então se fosse hoje a separação, elas não teriam pele suficiente para fechar as estruturas do abdômen e da bacia. Nós vamos ter que por volta de seis a oito meses colocar expansores debaixo da pele e toda semana insuflar e com isso a pele vai se expandindo e termos uma segurança, se não elas não sobrevivem”, enfatizou.

Dr. Zacharias já realizou 38 cirurgias por se tratar de gêmeos e 19 casos de sucesso e garante que esse tipo de cirurgia as chances nesses tipos de cirurgias são de 50%, devido ao grau de gravidade e complexidades, mas permanece confiante em relação as gêmeas bainas.

Para o especialista, uma das causas de mudança genética desse tipo, onde gêmeos univitelinos nascem com deformidades, como o caso das siamesas, se dá através de alterações do meio ambiente, como uso indiscriminado e regular de agrotóxicos que tem ganhado força no mundo inteiro e é o mais apontado pela ciência.

Redação: Voz da Bahia

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