Ex-gerente diz que teve a vida destruída após vídeo de padre Fábio de Melo: “Fui massacrado”

Funcionário afirma que não falou com o padre no dia do episódio e que foi demitido após repercussão negativa nas redes sociais. Empresa diz que colaborador não faz mais parte do quadro.

(Foto: divulgação)

O ex-gerente da cafeteria Havanna, localizada em um shopping de Joinville (SC), afirmou ter sido demitido após a repercussão de um vídeo publicado pelo padre Fábio de Melo nas redes sociais, no último fim de semana. Em entrevista ao portal NSC Total, na terça-feira (13), o ex-funcionário disse que foi “massacrado” nos comentários e responsabiliza o religioso pela repercussão negativa.

“Estão me massacrando, ele destruiu a minha vida”, desabafou. “Se o padre me chamasse e conversasse comigo, a história seria diferente. Jamais fui desrespeitoso. Nem sequer falei com ele.”

Segundo o ex-gerente, o episódio ocorreu por volta das 14h50 do sábado (10), quando o padre entrou na loja acompanhado de um homem de sua equipe. Naquele momento, o funcionário organizava enfeites para o Dia das Mães e afirma que ninguém reconheceu o religioso.

A confusão começou quando o homem que acompanhava o padre questionou o valor do doce de leite. A funcionária do caixa, sem saber o preço correto, chamou o gerente. Ele explica que o doce de leite zero açúcar custava R$ 69 e o tradicional, R$ 43,90 — valores divergentes dos exibidos em uma etiqueta mal posicionada na prateleira. O gerente conta que verificou a sinalização e confirmou que o preço exibido estava correto, embora fora do lugar.

“Passei pelo padre, mas ele não falou comigo. Falei com a funcionária do caixa e voltei ao meu trabalho.”

No vídeo, publicado depois do ocorrido, Fábio de Melo afirmou que o atendimento foi ríspido e que o gerente teria se adiantado dizendo, de forma deselegante: “O preço está errado, se quiser levar, o preço certo é este”.

Após a repercussão, a Havanna Brasil divulgou nota dizendo que recebeu “com muita atenção e preocupação o relato de um cliente que se sentiu mal atendido” e informou que o colaborador envolvido “já não faz mais parte do nosso quadro de funcionários”.

O ex-gerente afirma que não foi avisado formalmente da demissão e que soube da decisão por meio da imprensa. Ele também diz que a medida teria partido da matriz da Havanna, e não dos proprietários da loja em Joinville, com o objetivo de preservar a imagem da marca.

“Fui usado como bode expiatório. Perdi meu trabalho e minha reputação sem nem ter chance de me explicar”, lamentou.

O padre Fábio de Melo, até o momento, não se pronunciou sobre as declarações do ex-gerente.

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