Gastos com servidores cresceram quase três vezes mais que o PIB em 2018

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-Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os gastos com servidores em 23 Unidades da Federação (UFs) tiveram um aumento real médio de 2,9% em 2018, em comparação com 2017. Esse resultado é quase três vezes superior ao crescimento de 1,1% verificado no Produto Interno Bruto (soma de toda a riqueza produzida pelo Brasil) no ano passado, segundo os Indicadores Ipea de Gastos com Pessoal divulgados nesta segunda-feira (15). A Bahia teve um aumento de 2,8% nas despesas totais com ativos e inativos. Esse conjunto de 23 estados gastou com pessoal, em valores reais, mais de R$ 373 bilhões no ano passado. As despesas com inativos mantiveram uma trajetória ascendente, alcançando uma taxa média de crescimento de 7,6% em 2018 – dez vezes mais que os gastos com ativos, que fecharam o ano em 0,7%. Rondônia (22,8%) e Tocantins (17,1%) foram os estados que registraram maior crescimento nos gastos com inativos. Das UFs consideradas, apenas Rio de Janeiro e Sergipe não apresentaram aumento. Considerando apenas servidores ativos, 14 estados tiveram crescimento nos gastos: lideram a lista Ceará (12,79%) e Pará (8,52%). A análise refere-se a 23 Unidades da Federação (UFs) porque não foi possível construir indicadores com os dados disponíveis para Amapá, Rio Grande do Norte e Roraima, nem com os existentes sobre inativos no Piauí. Um dos autores do estudo e pesquisador do Grupo de Conjuntura do Ipea, Cláudio Hamilton dos Santos, explica que, ao se considerar os números de servidores, o crescimento dos gastos com inativos não surpreende. “Esse cenário reflete o alto número de novas aposentadorias, fenômeno que já vem ocorrendo há alguns anos”, afirma. Chama mais a atenção, segundo Santos, o fato de vários estados terem apresentado elevação nos gastos com ativos, o que não vinha ocorrendo em anos recentes. “Talvez por ter sido um ano eleitoral, o fato é que vários estados apresentaram pequenos aumentos nos quadros de servidores estatutários”, explica. (Bahia.Ba)

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