Influenciador sugere ataques à filha de Alexandre de Moraes e gera polêmica

Declarações feitas nas redes sociais tiveram ampla repercussão e motivaram reações de repúdio e apoio

Foto: Reprodução / Reprodução e Rosinei Coutinho/SCO/STF

Um vídeo publicado pelo influenciador digital Alex Oliveira, que reside nos Estados Unidos e possui mais de 3 milhões de seguidores, provocou forte repercussão nas redes sociais ao citar familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A fala foi interpretada por parte do público como uma possível incitação a ataques contra a filha do magistrado.

Na gravação, Oliveira afirma que a suposta “fraqueza” de Moraes seria sua filha, Juliana Barci de Moraes, e faz declarações que sugerem que ela deveria ser alvo de pressão para atingir o ministro. O conteúdo foi amplamente criticado por usuários, que apontaram riscos à integridade de familiares do magistrado e classificaram o discurso como incitador de ódio.

Além das declarações sobre a filha de Moraes, o influenciador também fez acusações contra o ministro relacionadas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Oliveira afirmou, sem apresentar provas, que Moraes teria “manipulado o jogo” em processos judiciais e citou ainda supostas ligações envolvendo o Banco Master e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

As alegações sobre esse tema já haviam sido objeto de questionamentos anteriores. No último dia 27, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar uma representação que pedia investigação contra Alexandre de Moraes e sua esposa. Segundo o despacho, não foram identificados indícios de crime ou irregularidade, e o contrato citado estaria dentro da autonomia profissional da advocacia.

As declarações de Alex Oliveira geraram reações diversas nas redes sociais. Muitos usuários condenaram o conteúdo, alertando para possíveis consequências legais e para o risco de incentivar violência. Outros destacaram o fato de o influenciador morar fora do Brasil enquanto incentiva discursos considerados extremos no país. Ao mesmo tempo, também surgiram manifestações de apoio, com seguidores defendendo o posicionamento do influenciador e atacando instituições brasileiras.

A polêmica relacionada ao suposto contrato envolvendo o Banco Master ganhou visibilidade após reportagens publicadas por colunistas de veículos nacionais. De acordo com essas informações, uma cópia digital do documento teria sido encontrada durante investigação da Polícia Federal, mas sem assinaturas que comprovassem sua validade. Consultas posteriores, inclusive via Lei de Acesso à Informação, não teriam encontrado registros oficiais que comprovassem atuação do escritório da advogada em órgãos como o Banco Central ou o Cade.

O ministro Alexandre de Moraes negou qualquer interferência em negociações envolvendo o Banco Master e afirmou, em nota, que encontros com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, trataram apenas de temas relacionados à Lei Magnitsky. O Banco Central também informou que a decisão de rejeitar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) foi técnica e baseada em critérios regulatórios.

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