As apurações sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ) estão em compasso de espera desde outubro do ano passado. A investigação, conduzida pela Polícia Federal e acompanhada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), passou por divergências internas, questionamentos jurídicos e mudanças na condução do caso.
Batizada de Operação Sisamnes, a ofensiva chegou a avançar sobre suspeitas que envolvem negociação de votos, influência em decisões judiciais e possível vazamento de informações sigilosas. No entanto, após a entrega de um relatório da PF com conclusões consideradas controversas por parte da corporação e de autoridades, as ações mais visíveis — como buscas e prisões — foram interrompidas.
O caso está sob relatoria do ministro Cristiano Zanin, que também determinou a retomada da prisão do lobista apontado como principal operador do esquema. Atualmente, a defesa aguarda o julgamento de recursos no STF, previsto para fevereiro, que pode decidir sobre pedidos de liberdade ou prisão domiciliar.
Além do STJ, investigações paralelas chegaram a envolver outros tribunais estaduais, mas parte desses inquéritos foi retirada do Supremo e encaminhada para instâncias competentes. Paralelamente, o vazamento do relatório da PF virou alvo de uma apuração específica.
A Procuradoria-Geral da República reconheceu que as suspeitas apresentadas são plausíveis, mas pediu cautela e mais tempo para aprofundar pontos que ainda carecem de provas. A Polícia Federal informou que um novo delegado assumiu o caso e que as investigações seguem em andamento, ainda que sem operações ostensivas no momento.





