Júri condena homem a mais de 40 anos de prisão por feminicídio

Após ter sido sequestrada, a vítima foi levada para um local na cidade de Lapão, onde ficou em cativeiro por quatro dias.

Foto: Ascom/Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS)

O Tribunal do Júri realizado no município de Lapão, condenou um homem a 40 anos e 10 meses de prisão pelo feminicídio de uma mulher em novembro de 2019. O fisioterapeuta Alfredo Victor de Oliveira Mattos foi condenado por ter mandado matar e torturar Rafaela Gomes de Souza, com quem mantinha uma relação extraconjugal. O fisioterapeuta vai cumprir pena em regime fechado e o Júri também condenou pelo feminicídio de Rafaela os réus Eriton Dias dos Santos, conhecido como “Rato”, a 36 anos e 6 meses de prisão e Ramon da Silva Santana a 24 anos de prisão. Eles foram condenados pelos crimes de feminicídio, sequestro, tortura e ocultação de cadáver.

De acordo com a denúncia, no dia 20 de novembro de 2019, por volta das 19h, Alfredo Victor, temendo que sua relação extraconjugal fosse descoberta e diante da desconfiança da gravidez de Rafaela, tomou a decisão de sequestrar a vítima, mantê-la em cárcere e depois a assassinou de forma cruel, sem lhe dar qualquer chance de defesa. Ainda segundo a denúncia, para a execução do crime, o fisioterapeuta reuniu-se com o réu Eriton, cerca de uma semana antes assassinato, onde acordaram que Alfredo pagaria o valor total de R$4 mil para Eriton matar Rafaela. Após ter sido sequestrada, a vítima foi levada para um local na cidade de Lapão, onde ficou em cativeiro por quatro dias. Ela foi morta em um lixão desativado, no município de Irecê, onde Alfredo ordenou que Ramon pegasse um vasilhame com gasolina e despejasse sobre a vítima, ainda viva, tendo ateado fogo em seguida. (bahia.ba)

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