O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (2) a criação de um gabinete de crise para acompanhar os casos de intoxicação por metanol registrados em diferentes regiões do país. A medida foi adotada após a confirmação de ocorrências fora da capital e da região metropolitana de São Paulo.
O grupo reunirá representantes de órgãos federais, estaduais e municipais, entre eles o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério da Agricultura e Pecuária, Anvisa, conselhos de saúde e secretarias locais. O objetivo é garantir resposta rápida e integrada diante do risco sanitário.
A participação do Ministério da Justiça está ligada às investigações sobre falsificação de bebidas alcoólicas, crime que já levou ao fechamento de bares e distribuidoras em São Paulo. O gabinete funcionará em caráter emergencial enquanto houver necessidade de monitoramento nacional.
Na quarta-feira (1º), a pasta orientou estados e municípios a notificarem imediatamente os casos suspeitos e repassou protocolos para tratamento emergencial.
MPF apura adulteração
O Ministério Público Federal (MPF) também abriu investigação preliminar para apurar o surto. O procedimento será conduzido pela Procuradoria da República no Distrito Federal, com apoio do comitê da Procuradoria-Geral da República (PGR) que atua em defesa da ordem econômica e do consumidor.
Segundo o órgão, já são 11 casos confirmados e 48 suspeitos em São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal. Uma reunião entre procuradores e subprocuradores ocorreu nesta quinta-feira, e a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) deve debater o tema nesta sexta (3). As medidas podem incluir o envio de ofícios a autoridades estaduais e nacionais ou até ações judiciais.
Mortes em investigação
Até o momento, há uma morte confirmada em São Paulo. Outros sete óbitos seguem em apuração: dois em Pernambuco (João Alfredo e Lajedo), três na capital paulista e dois em São Bernardo do Campo (SP).




