Ministro da Saúde confirma 17 casos suspeitos de intoxicação por metanol em SP

Três mortes já foram registradas e Polícia Federal investiga a procedência das bebidas adulteradas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (30), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou que já foram notificados 17 casos suspeitos de intoxicação por metanol em São Paulo desde agosto. Segundo o ministro, o número é atípico, considerando que a média histórica no país é de cerca de 20 casos por ano.

Padilha ressaltou que “a partir de setembro se identificou quase metade daquilo que se identifica ao longo do ano” e que os casos recentes ocorreram em contextos de consumo social de bebidas alcoólicas. O ministro também mencionou suspeita de envolvimento de uma organização criminosa, apontando indiretamente para o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Na mesma coletiva, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou que a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a procedência e a rede de distribuição das bebidas adulteradas. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, também participou da reunião.

Até o momento, a Secretaria da Segurança Pública confirmou três mortes em decorrência da ingestão de bebidas contendo metanol:

  • Homem de 45 anos, morador de São Bernardo do Campo;
  • Homem de 48 anos, morador de Itu, faleceu em São Bernardo do Campo;
  • Homem de 54 anos, morador da capital paulista.

Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde registrou 13 casos suspeitos, com cinco pacientes em investigação, cinco já liberados e três internados. O Centro de Vigilância Sanitária Estadual confirmou seis casos e investiga um total de 10 ocorrências no estado.

A intoxicação se diferencia de outros episódios pelo fato de ter ocorrido durante situações de consumo social de álcool, conforme informou a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad).

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