Morre, aos 75 anos, o cineasta Paulo Thiago

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O produtor e diretor fundamental na cinematografia brasileira Paulo Thiago Ferreira Paes de Oliveira morreu, aos 75 anos, na madrugada deste sábado (5), no Rio, após uma parada cardíaca em consequência de uma doença hematológica.

O cineasta estava Internado no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio, desde o dia 7 de maio. Deixa a família com quem compartilhou sua paixão pelo cinema. Ele deixa esposa Gláucia Camargos e dois filhos, Pedro Antonio, que também é cineasta, e o músico Paulo Francisco.

Paulo Thiago nasceu em Aimorés (MG), em 8 de outubro de 1945, e se mudou para o Rio de Janeiro aos cinco anos. Ele cursou economia e sociologia política na PUC, mas a paixão pelo cinema e a literatura o levou para essas áreas.

A estreia como documentarista foi com “A criação literária de João Guimarães Rosa” (1969). No ano seguinte, dirigiu o primeiro longa, “Os senhores da terra”.

A filmografia tem ainda “A batalha de Guararapes” (1978) e “Jorge, um brasileiro” (1987), baseado no livro de mesmo nome escrito por Oswaldo França Jr. Com “Sagarana, o Duelo” (1974), recebeu uma indicação ao Urso de Ouro do Festival de Berlim.

Além de diretor, atuou ainda como produtor em filmes como “Aparecida, o milagre” (2010), de Tizuka Yamasaki; “Engraçadinha” (1981), de Haroldo Marinho Barbosa; “O Bom Burguês”, de Oswaldo Caldeira; e “Beijo na Boca” (1982), de Euclydes Marinho.

Também foi presidente do Sindicato da Indústria Cinematográfica e Audiovisual do Rio de Janeiro (SICAV).

Entre as produções mais recentes, dirigiu “A última chance” (2017), “Doidas e santas” (2015), “Orquestra dos meninos” (2008), “Coisa mais linda” (2005), “O vestido” (2004) e “O poeta das sete faces” (2002). (Fonte: G1)