Oito réus são condenados por fraudar o INSS em R$ 117 milhões

Organização criminosa atuou por sete anos usando documentos falsos e “idosos de aluguel” para obter benefícios ilegais; oito pessoas foram condenadas

A Justiça Federal em Pernambuco condenou oito integrantes de uma organização criminosa responsável por fraudes milionárias contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O grupo, formado por três núcleos familiares do município de Águas Belas, no Agreste do estado, operou entre 2016 e 2023, causando um prejuízo estimado em R$ 117 milhões aos cofres públicos.

Segundo as investigações, os criminosos utilizavam documentos falsificados e recrutavam pessoas conhecidas como “idosos de aluguel” para simular o cumprimento dos requisitos para concessão de benefícios previdenciários fraudulentos. Ao todo, foram identificadas 727 concessões indevidas, grande parte registrada nos municípios de Garanhuns e na Ilha de Itamaracá.

A sentença foi proferida pelo juiz federal Felipe Mota Pimentel de Oliveira, que condenou os envolvidos por crimes como estelionato previdenciário, falsificação de documentos públicos, corrupção de menores e formação de organização criminosa.

Confira os nomes dos condenados e as penas aplicadas:

  • Chirllan Leandro Pedrosa – 18 anos e 8 meses de prisão
  • Safira Pedrosa Santos (também usava o nome falso Luciana Leandro da Silva) – 14 anos e 10 meses
  • Jéssica Pedrosa Santos – 14 anos e 5 meses
  • José Luiz dos Santos – 13 anos e 1 mês
  • José Augusto Ferreira da Silva – 12 anos e 8 meses
  • Erick Leandro Ramos – 10 anos e 10 meses
  • Margarida Letycia dos Santos Gomes – 10 anos e 10 meses

As investigações apontaram que o esquema criminoso era altamente organizado e contava com a colaboração de diferentes membros da mesma família, que atuavam em conjunto para produzir a documentação falsa, arregimentar beneficiários e operacionalizar os pedidos junto ao INSS.

A decisão ainda cabe recurso.

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