O presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta segunda-feira (7) com ministros e comandantes das Forças Armadas para discutir o aparecimento de manchas de óleo em praias do Nordeste. O encontro aconteceu na sede do Ministério da Defesa.
Após a reunião, Bolsonaro disse a jornalistas que as manchas de óleo estão sendo “analisadas” desde 2 de setembro. Ele afirmou que trata-se de uma investigação “bastante complexa” e frisou que o óleo não é produzido e nem comercializado no Brasil.
Segundo o presidente, o aparecimento das manchas pode ter origem criminosa ou acidental. De acordo com ele, existe um país “no radar”, mas Bolsonaro não quis dizer qual.
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“Pode ser algo criminoso, pode ser um vazamento acidental, pode ser um navio que naufragou também. Agora, é complexo. Temos, no radar, um país que pode ser o da origem do petróleo e continuamos trabalhando da melhor maneira possível”, declarou.
Participaram presencialmente da reunião em Brasília os ministros Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Augusto Heleno (Segurança Institucional), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e os comandantes Edson Leal Pujol (Exército) e Antonio Bermudez (Aeronáutica).
O ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) e o comandante da Marinha, Ilques Barbosa, participaram da audiência por videoconferência. Salles está em Sergipe, para onde viajou a fim de fazer um sobrevoo pelo litoral. Ilques Barbosa está no Rio de Janeiro.
No sábado (5), Bolsonaro determinou a investigação das causas e dos responsáveis. As investigações são conduzidas pela Polícia Federal, Ministério da Defesa, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O presidente fixou prazo de 48 horas, encerrado nesta segunda, para a apresentação dos dados coletados e as providências adotadas até o momento.
As manchas de petróleo têm aparecido em praias nordestinas desde o início de setembro e já atingiram 132 localidades, em 61 municípios de 9 estados. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), a mesma substância está poluindo a costa brasileira.
A Marinha está fazendo o monitoramento de navios para identificar a origem do óleo que está poluindo as praias. Análises preliminares indicaram que se trata de petróleo cru, que não é produzido no Brasil.
No encontro, segundo a assessoria do Palácio do Planalto, as autoridades também monitoraram os resultados da Operação Verde Brasil, que tem como foco o combate a incêndios nos estados da Amazônia Legal. (G1/Ba)





