P. Diddy é inocentado de tráfico sexual, mas pode pegar até 20 anos de prisão

Sentença final ainda será definida; rapper é condenado por transporte para prostituição

Rapper Sean "Diddy" Combs começa a ser julgado por tráfico sexual e extorsão nos EUA

O rapper e produtor musical Sean Combs, conhecido como P. Diddy, foi considerado culpado por duas acusações federais de transporte de pessoas com fins de prostituição, segundo decisão do júri anunciada nesta quarta-feira (2), em Manhattan, Nova York. No entanto, o artista foi absolvido das acusações mais graves de tráfico sexual e conspiração para extorsão.

A sentença definitiva ainda será determinada pelo juiz responsável pelo caso, mas cada uma das duas condenações pode resultar em até 10 anos de prisão, somando um total possível de 20 anos. A definição da pena deve ocorrer nas próximas semanas.

Durante o julgamento, a defesa de Combs reconheceu que o artista enfrentou episódios de violência doméstica e dependência química, mas negou qualquer envolvimento com redes de tráfico humano. Para os advogados, a acusação de que o rapper comandava uma “gangue” dedicada à exploração sexual foi classificada como “gravemente exagerada”.

O veredito foi alcançado após mais de 13 horas de deliberação ao longo de três dias por um júri composto por doze pessoas, com idades entre 30 e 74 anos e perfis diversos. Ao ouvir a decisão, Combs demonstrou alívio: juntou as mãos em gesto de oração, cumprimentou sua equipe jurídica e acenou para familiares que o acompanhavam no tribunal.

As denúncias surgiram em novembro de 2023 e provocaram ampla repercussão no meio artístico. Além de dividir opiniões entre fãs e colegas da indústria, o caso alimentou teorias conspiratórias e debates sobre abuso de poder e impunidade entre celebridades.

No processo original, P. Diddy enfrentava duas acusações de tráfico sexual, uma de extorsão e duas de transporte de pessoas com fins de prostituição. Apesar da condenação, o resultado foi recebido como um alívio parcial para a defesa, já que o rapper poderia enfrentar pena de prisão perpétua caso tivesse sido considerado culpado em todos os pontos.

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