Uma parte do teto da Escola Técnica São Joaquim, localizada na Avenida Jequitaia, no bairro da Calçada, em Salvador, cedeu nos últimos dias.
O imóvel, que enfrenta uma disputa judicial há cerca de seis anos, não vem recebendo a manutenção adequada, segundo relatos, o que pode ter contribuído diretamente para o desabamento.
O incidente ocorreu após uma sequência de dias marcados por chuvas intensas na capital baiana. Apesar do sábado (10) ter iniciado com tempo estável e sol, os efeitos do excesso de água ainda são percebidos em diversas áreas da cidade, especialmente em estruturas antigas e fragilizadas.
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De acordo com a Defesa Civil de Salvador (Codesal), o volume de chuvas registrado neste mês de maio já ultrapassou a média histórica em várias regiões. No bairro do Barro Duro, por exemplo, os pluviômetros marcaram 305,4 mm já na última segunda-feira (5), superando a média esperada de 302,2 mm para todo o mês.
O boletim mais recente da Codesal, divulgado às 9h30 de sexta-feira (9), apontou que o maior volume de chuvas acumulado nas 72 horas anteriores foi registrado na região da Federal, com 120,2 mm. Ondina e Barra também apresentaram índices elevados, com 118 mm e 110,2 mm, respectivamente.
Especialistas destacam que a combinação entre o elevado volume de chuva e a ausência de manutenção representa um risco significativo para edificações mais antigas.
O caso da Escola Técnica São Joaquim acende um alerta sobre a necessidade de monitoramento e conservação de prédios públicos e particulares expostos a esse tipo de desgaste.


