Pastor critica associação de “chuva de gafanhotos” na Bahia com fim dos tempos; “desconhecem o Apocalipse”

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Foto: leitor/Aratu On

A “chuva de gafanhotos” não veio e o fim do mundo também não. Uma semana após uma revoada de libélulas em Morro de São Paulo, na Bahia, ser confundida com o livro do Apocalipse, o Aratu On buscou respostas para alguns questionamentos.

Por qual motivo as pessoas fizeram isso? O que a Bíblia fala sobre as pragas? A pandemia de coronavírus seria o fim da existência humana? Essas perguntas foram feitas por quem assistiu aos vídeos disseminados no WhatsApp. O pastor Roberto Amorim é da Igreja Batista da Proclamação – que faz parte da Convenção Batista Baiana de Igrejas consideradas históricas – e repudiou a ligação das imagens com a passagem bíblica. 

“As pessoas desconhecem e pensam no Apocalipse como algo catastrófico e, na verdade, significa a revelação porque é isso que quer dizer o Apocalipse, pois fala de esperança, de um novo começo. Vai desfazer esse sistema mundo e vai criar uma nova humanidade de homens e mulheres, mais conscientes inclusive do seu papel ecológico, do papel relacional e de estabelecer uma relação nova inclusive com Deus”, explicou.

Sobre os “gafanhotos”, ou libélulas, nesse caso, ele argumentou: “ainda que fosse chuva de gafanhotos, seria resultado de alguma ação nossa, um desmatamento, algum desequilíbrio”. Amorim sustentou ainda que a leitura correta do livro diz que as pragas só afetarão os responsáveis pela maldade. “Os demais, aqueles que são as vítimas do sistema, são marcados para não sofrerem, para não serem atingidos por aquela maldade”, afirmou.

O líder da Igreja Batista da Proclamação também comentou sobre a associação com a pandemia. “Quando a gente vive esse sistema [do vírus] e alguém atribui isso a Deus e que seria essa também uma praga, é um absurdo porque ela atinge de forma indistinta todas as pessoas”. 

Amorim ainda pediu para as pessoas assumirem suas responsabilidades e pararem de culpar o divino. “A gente deveria assumir a nossa própria irresponsabilidade e a gente por exemplo, se perguntar o que estamos fazendo para que haja alterações no sistema, no ecossistema. Tudo é resultado das nossas próprias ações que nós precisamos corrigir”, encerrou. (Aratu)

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