Pastor mineiro é identificado como segunda vítima brasileira dos terremotos na Venezuela

Romildo Batista de Lima, de 69 anos, morreu após ser atingido pelo desabamento de uma parede em Caracas; esposa ficou ferida e família tenta trazer o corpo para o Brasil.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O brasileiro Romildo Batista de Lima, de 69 anos, morador de Uberlândia (MG), foi identificado pela família como uma das vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24). A confirmação ocorre após o Ministério das Relações Exteriores informar a morte de dois brasileiros no país, sem divulgar inicialmente suas identidades.

Segundo familiares, Romildo estava em Caracas acompanhado da esposa, que é venezuelana. O casal havia viajado para visitar parentes e também comemorar o aniversário do pastor, celebrado no último dia 21. Eles retornariam ao Brasil na sexta-feira (26).

De acordo com relatos da família, Romildo morreu após ser atingido pelo desabamento de uma parede durante os fortes tremores que atingiram a capital venezuelana. A esposa dele ficou ferida, sofreu uma fratura na bacia e permanece internada, aguardando cirurgia.

Nas redes sociais, a sobrinha da vítima, Jhulya Ribeiro de Lima, lamentou a perda e informou que a família enfrenta dificuldades para realizar o translado do corpo até Uberlândia. Uma campanha de arrecadação foi criada para ajudar a custear as despesas.

Romildo é a segunda vítima brasileira identificada oficialmente. A outra é Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, natural do Distrito Federal, que também morreu durante os terremotos.

Segundo o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, o desastre já deixou 1.430 mortos, mais de 3.300 feridos e milhares de desabrigados. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 50 mil pessoas continuam desaparecidas, enquanto equipes de resgate seguem trabalhando na busca por sobreviventes.

Especialistas alertam que o número de vítimas pode aumentar significativamente, diante da gravidade dos danos causados pelos tremores e da grande quantidade de pessoas ainda desaparecidas.

google news
senac