Foto: Reprodução/TV Globo
Paulo Vieira de Souza, operador financeiro ligado ao PSDB, foi preso em São Paulo nesta terça-feira (19), na 60ª fase da Operação Lava Jato. Alvo de prisão preventiva, está preso na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo. Agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-senador pelo PSDB Aloysio Nunes Ferreira Filho, suspeito de receber propina da Odebrecht. Chamada “Ad Infinitum”, a 60ª fase da Lava Jato cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo. Além dos mandados, foram bloqueados ativos financeiros dos investigados. A operação é feita com base em depoimentos de doleiros e funcionários da Odebrecht em fases anteriores da Lava Jato. O advogado de Paulo Vieira de Souza, André Gerheim, informou ao G1que “não teve acesso a qualquer documentação” e não vai comentar. Paulo Vieira de Souza já foi indiciado em outras fases da Lava Jato. Aloysio Nunes disse que nem ele, nem o advogado, tiveram acesso ao inquérito. “Mas a imprensa sabe. Esse é o Brasil que estamos vivendo. Estamos em busca do que existe nesse inquérito. Não recebi cartão de crédito quando estava na Espanha”, afirmou o ex-senador. Ex-senador e ex-chanceler do governo Michel Temer, Aloysio foi nomeado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para a presidência da Investe SP, agência de promoção de investimentos de São Paulo. Em nota, o PSDB informou que não é parte no processo em questão e “não mantém qualquer tipo de vinculo com o sr. Paulo Vieira, jamais recebeu qualquer contrapartida de empresas nem autorizou terceiros a fazê-lo em seu nome”. O partido afirmou que os recursos recebidos, “em período eleitoral ou não, foram doados de maneira absolutamente legal e declarados à Justiça Eleitoral, respeitando a legislação vigente”.





