Polícia Civil prende quatro influenciadores na Bahia em investigação sobre apostas ilegais de R$ 84,8 milhões

Investigação aponta suspeita de lavagem de dinheiro e divulgação de plataformas não autorizadas; mandados foram cumpridos em Casa Nova e no Piauí.

Foto: Divulgação/PF

Quatro influenciadores digitais foram presos na quinta-feira (8), em Casa Nova, no norte da Bahia, durante uma investigação sobre um esquema suspeito de exploração ilegal de jogos de azar, apostas eletrônicas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras atribuídas aos investigados chegam a R$ 84,8 milhões.

Os presos foram localizados em uma residência no Centro do município, durante as operações Felis e Influência Oculta, que também realizaram diligências em São Raimundo Nonato, no Piauí.

A ação policial cumpriu quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. Por determinação judicial, também foram bloqueadas contas bancárias e autorizado o sequestro de R$ 84.879.547. O valor está relacionado a movimentações consideradas atípicas em relatórios de inteligência financeira.

De acordo com a Polícia Civil, a apuração começou após a Delegacia Territorial de Casa Nova identificar um crescimento patrimonial considerado incompatível com as atividades declaradas pelos investigados. As publicações dos influenciadores nas redes sociais, com registros de viagens internacionais, imóveis em condomínios fechados e veículos de alto padrão, passaram a integrar a análise dos investigadores.

Segundo o delegado Thiago Pessoa, os suspeitos utilizavam a audiência conquistada nas plataformas digitais para direcionar seguidores a sites de apostas que não tinham autorização do Ministério da Fazenda.

Conforme a investigação, uma das acusadas, divulgava jogos on-line e disponibilizava, em uma conta identificada como “jogadora de slotreserva”, um link que encaminhava usuários para um grupo no WhatsApp.

A polícia também apura o uso de recursos para atrair apostadores, como simulações de ganhos elevados, links dinâmicos e promessas de enriquecimento rápido. Ainda segundo as investigações, as plataformas eram hospedadas fora do domínio legal “.bet.br” e não apresentavam mecanismos de verificação de idade ou de prevenção à lavagem de dinheiro.

As suspeitas são investigadas no âmbito das operações, e os fatos atribuídos aos envolvidos dependem da apuração policial e da análise da Justiça.

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