Polícia prende investigado pela morte de funcionário de pousada de luxo na BA; cinco foram indiciados por homicídio

Paraíso Perdido é um local de tranquilidade e pouco conhecido — Foto: Reprodução/Rede Sociais

Um homem foi preso por suspeita de envolvimento na morte de Marcel da Silva Vieira, conhecido como “Billy”, que era funcionário da pousada de luxo Paraíso Perdido, em Jaguaripe, no baixo sul da Bahia. Ele foi detido na cidade de Ipiaú, na região sul.

O suspeito é Joelton Santos Santana. Ele havia confessado o crime à irmã, antes de fugir. O inquérito da morte de Marcel foi concluído e encaminhado à Justiça no dia 29 de março. Cinco pessoas foram indiciadas pelo crime, mas identificação dos suspeitos não foi divulgada por causa da Lei de Abuso de Autoridade.

Ao todo, quatro pessoas já foram presas e um adolescente foi apreendido por envolvimento nas mortes de Marcel e de Leandro Troesch, dono da pousada “Paraíso Perdido”. Entre as prisões está a de Maqueila Bastos, que é amiga da esposa de Leandro, a Shirley Figueiredo.

Maqueila foi detida por mandado de prisão temporária no dia 24 de março. Ela foi encontrada no estado de Sergipe e segue na cidade de Aracaju, nesta segunda-feira, aguardando transferência para a capital baiana.

Além dela, uma outra suspeita de envolvimento na morte do funcionário foi presa. De acordo com a Polícia Civil, a mulher, identificada como Jania dos Santos Santana, tinha um envolvimento afetivo com Marcel. A suspeita é que ela tenha atraído ele para que o crime fosse cometido.

Também já foi preso um homem identificado como Alan. Shirley, que é considerada foragida da Justiça, ainda não foi encontrada.

Leandro Troesch, dono da pousada Paraíso Perdido, foi encontrado morto dentro de um dos quartos do estabelecimento, com marca de tiro na cabeça, em 25 de fevereiro deste ano.

Até o momento, o crime está cercado de mistérios. O empresário já havia sido preso e condenado a 14 anos de prisão por crimes de sequestro e extorsão cometido em 2001. Em 2022, ele estava em prisão domiciliar na pousada.

A viúva, Shirley da Silva Figueiredo, disse à polícia que estava no banheiro e somente ouviu o barulho do tiro.

Dias depois da morte de Leandro, no início de março, Marcel da Silva Vieira, conhecido como Billy, que era o “braço direito” do empresário, foi assassinado a tiros e tinha marca de golpes de faca no corpo.

Ele era uma testemunha fundamental na investigação. Marcel, que tinha envolvimento com drogas, foi morto no dia 6 de março, às vésperas de ser ouvido pela polícia, no distrito de Camassandi, que também fica em Jaguaripe.

O homem, que era funcionário de confiança de Leandro, prestou depoimento logo após a morte do empresário, mas seria ouvido, mais uma vez, um dia depois de ser assassinado.

O delegado responsável pelas investigações, Rafael Magalhães, afirmou que o cofre da pousada foi esvaziado e que o local do crime foi alterado, após a morte do empresário Leandro Troesch. (G1)