Reforma do IR: Arthur Lira amplia faixa de isenção parcial para até R$ 7.350 e mantém alíquota máxima em 10%

Relatório do presidente da Câmara propõe isenção total para quem ganha até R$ 5 mil e prevê justiça tributária com reduções graduais

Foto: Reprodução/Contábeis.com

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), apresentou nesta quinta-feira (10) seu parecer sobre a reforma do Imposto de Renda, propondo mudanças importantes na tabela do IR para pessoas físicas. A principal alteração foi a ampliação da faixa de renda beneficiada com redução parcial, que passou de R$ 7 mil para R$ 7.350 mensais.

O relatório também mantém a alíquota efetiva máxima em 10% para contribuintes com renda anual acima de R$ 1,2 milhão, contrariando expectativas de que esse percentual poderia ser reduzido para 8%.

Segundo o texto, a proposta prevê a isenção total do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, com reduções progressivas para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350. A ideia, segundo Lira, é dar início a um ciclo de maior justiça tributária no país.

“Foi construído para isentar completamente quem ganha até R$ 5 mil, proporcionalmente quem ganha até pouco mais de R$ 7 mil e para fazer justiça tributária neste país”, afirmou o relator.

Após a leitura do parecer na comissão especial que analisa o projeto, foi concedido pedido de vista coletiva, adiando a votação para a próxima semana. A expectativa é que o texto seja apreciado no plenário da Câmara em agosto.

A proposta faz parte do esforço legislativo para modernizar o sistema tributário brasileiro, tornando-o mais simples e justo, especialmente para as camadas de menor renda.

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