Site que vazou mensagens tentou virar ‘mártir’ da imprensa, diz Moro

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Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Em audiência na Câmara na tarde desta terça-feira (2), o ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) atacou o site The Intercept Brasil ao afirmar ter a “impressão” de que os autores das reportagens sobre conversas vazadas da Lava Jato tentaram forçar a expedição de um mandado de busca e apreensão.

Na ocasião, o ex-juiz federal justificou o raciocínio com a tese de que o portal buscaria se colocar na mídia como uma “vítima” ou “mártir da imprensa”.

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“Esse mesmo site, no dia 13 de junho, divulgou mensagens sem qualquer espécie de consulta prévia, um expediente em jornalismo um tanto quanto reprovável. Fiquei com a impressão que o site queria que fosse ordenada uma busca e apreensão, talvez por aparentar uma espécie de vítima, um mártir da imprensa ou coisa parecida”, declarou o ex-juiz da Lava Jato em Curitiba ouvido nesta tarde na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

É a segunda vez que ele vai ao Congresso para prestar esclarecimentos sobre o episódio dos diálogos entre ele e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato. As mensagens indicam que o ex-magistrado pode ter agido com parcialidade na condução de ações penais.

Após a fala de Moro, o jornalista Glenn Greenwald, cofundador e um dos autores das reportagens do site The Intercept Brasil, postou em seu Twitter que as ameaças de Moro não intimidarão o veículo.

“Nenhuma intimidação ou ameaça interromperá as reportagens. Ameaças do estado só servem para expor seu verdadeiro rosto: abuso do poder – e por que eles precisam de transparência de uma imprensa livre”, escreveu. (Bahia.Ba)

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