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Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil/Arquivo

Quase uma década após o rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana (MG), os processos judiciais no Brasil continuam sem desfecho definitivo. No âmbito criminal, o recurso do Ministério Público Federal (MPF) contra a absolvição dos acusados ainda não foi analisado, e parte das acusações já prescreveu. Na esfera cível, um novo acordo de reparação foi firmado, estimado em R$ 170 bilhões, mas também aguarda avanços práticos.

O Relatório de Segurança de Barragens (RSB) 2024-2025, divulgado nesta terça-feira (1º) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), identificou 241 barragens com risco elevado no Brasil. De acordo com o levantamento, essas estruturas não cumprem os requisitos estabelecidos pela Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), o que representa um desafio significativo para a gestão de riscos no país.

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O Tribunal Superior de Londres, na Inglaterra, agendou para os dias 2 e 3 de julho de 2025 as audiências que definirão os próximos passos da segunda fase do processo relacionado à tragédia de Mariana. O julgamento, que teve sua fase inicial concluída em 13 de março de 2025, envolve a mineradora BHP Billiton, controladora da Samarco, responsável pelo rompimento da barragem de Fundão em 5 de novembro de 2015.

O Ministério Público Federal (MPF) anunciou que vai recorrer da decisão da Justiça Federal que absolveu a Samarco pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, ocorrido em 2015. A Justiça argumentou que não há provas suficientes para determinar a responsabilidade criminal direta e individual dos réus.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, irá assinar na próxima sexta-feira, 25, o acordo de R$ 167 bilhões para reparação de danos decorrentes do rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), em 2015. O ato ocorre após uma séria de reuniões do chefe do Executivo com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e outros chefes de pastas na últimas semanas.

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A Justiça Federal determinou, nesta quinta-feira (25), que as empresas Samarco, Vale e BHP Billiton paguem indenização no valor de R$ 47,6 bilhões por danos morais coletivos, em razão da violação de direitos humanos das comunidades atingidas pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG).

Vagner Souza/BNews

O ex-ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff (PT), José Eduardo Cardozo, foi contratado para atuar na defesa das vítimas da tragédia na barragem de Mariana/MG – ocorrido em novembro de 2015 -, em processo movido na Justiça na Inglaterra.

Foto: Divulgação

A pandemia da Covid-19 obrigou a Fundação Renova, responsável pelo processo de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, a reestruturar o processo de reassentamento das pessoas atingidas.

Foto: mbfotoarte/Getty Images

A Agência Nacional de Mineração (ANM) concedeu autorização para que a Vale volte a operar a mina de Alegria, no Complexo de Mariana, situada em Minas Gerais. A interdição das operações ocorreu em março deste ano.

Foto: Divulgação / Agência Brasil / Antonio Cruz

O documentário “Rio de Lama”, criado em Realidade Vitural, sobre o rompimento da barragem de Samarco, em Mariana, foi vencedor do Festival de Filmes ODSs em Ação. O curta-metragem participou da categoria de Objetivos de Desenvolvimento Sustenável em realidade virtual/360º. Segundo a Agência Brasil, a premiação acontecerá nesta quinta-feira na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em evento que pretende chamar a atenção do mundo para os desastres ambientais e humanos. O documentário de Tadeu Jungle aborda o desastre ambiental que aconteceu em Mariana em Minas Gerais, em 2015, com a destruição do distrito de Bento Rodrigues após o rompimento de uma barragem das empresas Vale e Billington, controladoras da mineradora Samarco.

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