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A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu nesta sexta-feira (14) o decreto de falência da Oi, permitindo que a empresa continue em recuperação judicial após recurso apresentado pelo Bradesco. A medida também alterou a composição dos interventores responsáveis pela gestão do processo.
A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (10), a falência da operadora Oi, após decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital. A medida, assinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, reconhece a situação de insolvência técnica e patrimonial do grupo, que enfrentava seu segundo processo de recuperação judicial.
A plataforma “Não Me Perturbe”, criada em 2019 para bloquear ligações indesejadas de telemarketing de empresas de telecomunicações e de crédito consignado, encerrou o primeiro semestre de 2025 com mais de 13 milhões de números cadastrados em todo o país.
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) aplicou multas às operadoras de telefonia Oi, Vivo e TIM por propaganda enganosa. Segundo o órgão, as empresas falharam na prestação de informações corretas, claras, precisas e ostensivas em mensagens publicitárias que induziram os consumidores ao erro, por não informarem com clareza e adequação as limitações das tecnologias conhecidas como DSS (Dynamic Spectrum Sharing) e refarming.
A Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, logo seguidos pelo Bradesco, apelaram contra a decisão da Justiça que suspendeu, neste mês, a obrigação de a Oi cumprir seus compromissos com os credores. E mais: alegaram que a recuperação judicial anterior da companhia ainda não acabou.
Depois de mais de seis anos de negociações com credores, a recuperação judicial da operadora de telefonia Oi chegou ao fim. O juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, decretou encerrar o processo.
A Fundação Procon de São Paulo notificou as operadoras de telefonia Claro, Oi, Tim, e Vivo para que prestem informações sobre o vazamento de dados de mais de 100 milhões de clientes. Segundo a Agência Brasil, as empresas tem 72 horas para responder a notificação, a partir desta quinta-feira (17).
A Oi está inaugurando nesta quarta-feira a sua primeira operação comercial de internet móvel de quinta geração (5G). O lançamento é no Plano Piloto de Brasília, com a promessa de cobrir 80% da cidade com o sinal. Com isso, a Oi se junta às rivais Claro e Vivo, que começaram a ativar o 5G em São Paulo, Rio e mais algumas capitais do país desde julho, e à TIM, que está começando por algumas cidades do interior. A Vivo também está inaugurando a sua rede 5G nesta semana em Brasília.
Oi acertou a venda de sua operação de celular para o consórcio formado por Vivo, Claro e Tim. O negócio anunciado nesta terça-feira (8) foi estabelecido por R$ 16,5 bilhões. A companhia está em recuperação judicial desde 2016 e não pode fechar o negócio até realizar um leilão de ativos. A proposta superou a da americana Novata Highline que fez um lance de pouco mais de R$ 15 bilhões.
O Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA) solicitou à justiça a interdição da empresa de call center Tel Telemática, que presta serviços para a Oi, no município de Itabuna, devido ao risco de agravamento do quadro de saúde ocupacional dos trabalhadores.
