Últimas Notícias sobre transplante de fígado

Foto: Reprodução / Redes Sociais

A enfermeira Mara Abreu morreu, nesta quinta-feira (3) em São Paulo, após tomar cápsulas de um “chá emagrecedor de 50 ervas”. Ela sofreu uma hepatite fulminante e precisou de um transplante de fígado. Entretanto, após o corpo rejeitar o órgão transplantado, a paciente acabou falecendo. As informações são do portal G1.

 April Thornberg/Getty Imagens

Mesmo sem ter eficácia comprovada, o “tratamento precoce” para combater o novo coronavírus continua sendo recomendado por alguns médicos e defendido pelo presidente Jair Bolsonaro. Entre os remédios indicados indevidamente, estão ivermectina, hidroxicloroquina, azitromicina e anticoagulantes, que juntos estão sendo popularmente chamados de “kit Covid”. Enganam-se aqueles que usam os medicamentos sob a alegação de que “mal também não faz”: uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo relata o caso de oito pessoas que tiveram hepatite medicamentosa após utilizar esses medica. Cinco pacientes ficaram com o fígado tão danificado que estão aguardando na fila para transplante de fígado, e outros três morreram.

Foto : Rovena Rosa/Agência Brasil

Batizado de ‘kit covid’, o grupo de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 continua sendo prescrito por alguns médicos e propagandeado pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo reportagem do jornal Estadão, pelo menos cinco pacientes foram para a fila do transplante de fígado em São Paulo por uso do conjunto de substâncias. Pelo menos três mortes por hepatite teriam sido causadas por remédios, segundo médicos ouvidos pelo periódico.

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É de consenso entre médicos e autoridades de saúde que nenhum fármaco tem eficácia cientificamente comprovada no tratamento da COVID-19. Mas o assunto gera polêmica, já que outra parcela de profissionais de saúde vem receitando remédios no enfrentamento inicial da doença, e isso passa pela liberdade do médico.

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Ministério da Saúde ampliou o tratamento disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) às crianças que são submetidas a transplante de fígado. Agora, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), que orienta o cuidado relacionado ao transplante hepático pediátrico, passa a contar com mais três medicamentos: basiliximabe, everolimo e timoglobulina. Esses imunossupressores já eram ofertados no SUS, mas não havia indicação para uso em crianças e adolescentes até os 18 anos no pós-transplante para diminuir o risco de rejeição ao novo órgão.

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