A dona Maria Vanilza, moradora do bairro Alto Sobradinho, em Santo Antônio de Jesus, procurou o Voz da Bahia para denunciar a falta de justiça no caso do assassinato de seu sobrinho, Valmir Oliveira dos Santos, de 34 anos. O crime aconteceu na noite do dia 29 de junho, após a comemoração do Dia de São Pedro, na localidade rural de Três Lagoas, no município de Amargosa [ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA NO FINAL DA MATÉRIA].
Em entrevista com Marcus Augusto, dona Vanilza revelou detalhes sobre as circunstâncias do homicídio, lamentou a impunidade e contou que tem recebido ameaças após cobrar justiça nas redes sociais.
“Era separado, deixou duas menininhas, uma de 7 anos e outra de 4. Era um menino trabalhador, amoroso. Ajudava minha irmã na feira, mesmo tendo uma deficiência na mão, ele trabalhava vendendo verduras. Nunca teve envolvimento com coisa errada”, desabafou.
Segundo ela, o crime teria sido motivado por um desentendimento anterior, supostamente envolvendo ciúmes. O autor do crime, que teria trabalhado como segurança, foi apontado por testemunhas como responsável por dar dois golpes de canivete em Valmir, um no pescoço e um na coxa, o que causou a morte imediata do rapaz.
“Meu sobrinho estava curtindo a festa, e um rapaz disse que ia ‘acertar uma conta’ com ele. Ele não acreditou, achou que era só conversa. No final, foi surpreendido com facadas fatais. Não teve chance de se defender.”, disse
A denunciante afirma que, além de Valmir, outro rapaz foi ferido no mesmo episódio, sendo internado após levar facadas nas costas. Apesar disso, ninguém foi preso até o momento, e o suspeito segue em liberdade.
“Minha irmã já prestou queixa, procurou a delegacia, fez tudo o que podia. Mas nada foi feito. Ele está aí, vivendo a vida normalmente, postando foto, como se nada tivesse acontecido. Enquanto isso, minha irmã perdeu o filho, e duas crianças ficaram sem pai.”, desabafou
Dona Vanilza também relatou ter recebido ameaças de um familiar do suspeito após divulgar postagens pedindo justiça nas redes sociais.
“Um irmão dele me mandou mensagem no Facebook me ameaçando, dizendo que eu não podia postar aquilo. A gente perde um ente querido e ainda é ameaçado por querer justiça? Isso é revoltante. Só quero que ele pague pelo que fez.”, disse.
A família segue aguardando respostas das autoridades. Até o momento, não houve pronunciamento da Polícia Civil ou da Delegacia de Amargosa sobre o caso.
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