A pedido da Polícia Federal, a Justiça Federal de Minas Gerais quebrou o sigilo telemático dos empresários mineiros do setor de transporte suspeitos de terem recebido a primeira das duas doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19, em Belo Horizonte. Conforme revelado pela revista Piauí, eles teriam comprado o imunizante por iniciativa própria sem repassar ao Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a reportagem, políticos e empresários mineiros foram vacinados às escondidas dentro de uma empresa de ônibus dos empresários Rômulo e Robson Lessa. Com isso, o juiz Rodrigo Pessoa Pereira da Silva decidiu que a PF poderá ter acesso aos dados armazenados na nuvem pelos dois empresários.
“Nesse cenário caótico, de evidente escassez de oferta da vacina, indícios de burla à regras de preferência na ordem de imunização são inadmissíveis, especialmente quando, em tese, podem configurar crime”, afirmou o magistrado na decisão. (Metro1)
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