PL da Devastação: Com 14 votos a favor, deputados da Bahia ajudam a aprovar PL que afrouxa licenciamento ambiental

Conhecido como “PL da Devastação”, texto segue para sanção ou veto de Lula; 13 parlamentares baianos votaram contra, e 12 não compareceram à sessão

Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quinta-feira (17), o projeto de lei que flexibiliza as regras do licenciamento ambiental no Brasil. A proposta, conhecida por ambientalistas como “PL da Devastação”, recebeu 267 votos favoráveis e 116 contrários.

Agora, o texto segue para a análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem até 15 dias para sancioná-lo ou vetá-lo.

Na bancada da Bahia, composta por 39 deputados federais, 14 parlamentares votaram a favor do projeto, enquanto 13 foram contrários. Outros 12 estiveram ausentes da sessão.

Confira como votaram os deputados baianos:

Votaram pela aprovação do PL:

  • Arthur Maia (União Brasil)
  • Capitão Alden (PL)
  • Cláudio Cajado (PP)
  • Dal Barreto (União Brasil)
  • Diego Coronel (PSD)
  • Félix Mendonça Jr. (PDT)
  • João Leão (PP)
  • Leur Lomanto Jr. (União Brasil)
  • Márcio Marinho (Republicanos)
  • Neto Carletto (Avante)
  • Otto Filho (PSD)
  • Paulo Magalhães (PSD)
  • Raimundo Costa (Podemos)
  • Rogéria Santos (Republicanos)

Votaram contra o PL:

  • Afonso Florence (PT)
  • Alice Portugal (PCdoB)
  • Bacelar (PV)
  • Charles Fernandes (PSD)
  • Daniel Almeida (PCdoB)
  • Gabriel Nunes (PSD)
  • Ivoneide Caetano (PT)
  • Joseildo Ramos (PT)
  • Leo Prates (PDT)
  • Pastor Isidório (Avante)
  • Valmir Assunção (PT)
  • Waldenor Pereira (PT)
  • Zé Neto (PT)

Ausentes da votação:

  • Adolfo Viana (PSDB)
  • Alex Santana (Republicanos)
  • Antonio Brito (PSD)
  • Elmar Nascimento (União Brasil)
  • João Carlos Bacelar (PL)
  • Jorge Solla (PT)
  • José Rocha (União Brasil)
  • Lídice da Mata (PSB)
  • Mário Negromonte Jr. (PP)
  • Paulo Azi (União Brasil)
  • Ricardo Maia (MDB)
  • Roberta Roma (PL)

O projeto tem gerado polêmica por facilitar a liberação de obras e empreendimentos sem necessidade de estudo de impacto ambiental em alguns casos, o que, segundo especialistas, pode ampliar o risco de danos ao meio ambiente e às comunidades tradicionais. Já os defensores do PL argumentam que ele desburocratiza processos e favorece o desenvolvimento econômico.

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