TJRS julga recursos dos condenados pelo incêndio da boate Kiss nesta terça-feira (25)

Sessão em Porto Alegre analisa apelações que podem resultar em novo júri, redução de penas ou confirmação das condenações

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) realiza, nesta terça-feira (26), em Porto Alegre, o julgamento dos recursos das defesas dos quatro condenados pelo incêndio da boate Kiss: Elissandro Spohr, Mauro Hoffmann, Marcelo de Jesus e Luciano Bonilha. As apelações questionam a decisão do júri de 2021, que fixou penas entre 18 e 22 anos de prisão. Os réus permanecem presos preventivamente desde então.

As defesas alegam que o julgamento foi contrário às provas e pedem novo júri. Caso os pedidos não sejam aceitos, solicitam a redução das penas.

Entre os argumentos apresentados estão a tentativa de Bonilha de salvar vítimas, a existência de jurisprudência favorável à revisão da pena de Hoffmann e o direito de Marcelo de Jesus ao regime semiaberto se houver redução da pena. A defesa de Spohr optou por se manifestar apenas após a sessão.

O incêndio ocorreu em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria, deixando 242 mortos e 636 feridos. A tragédia começou quando um artefato pirotécnico usado pela banda atingiu a espuma do teto, gerando fumaça tóxica que provocou a maioria das mortes por asfixia.

O julgamento de 2021 já havia sido anulado por irregularidades, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve as condenações e prisões neste ano após rejeitar recursos das defesas.

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