‘Quem indicou Fux?’, ‘Quem é Fux?’ e ‘Fux usa peruca?’ estão entre as dúvidas mais buscadas no Google

Voto divergente e críticas à condução do processo chamam atenção do público brasileiro

Foto : Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Luiz Fux se tornou a segunda personalidade política mais buscada no Google entre quarta e quinta-feira (11), atrás apenas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em razão do julgamento da trama golpista que envolve o ex-presidente.

Segundo dados do próprio Google, as pesquisas sobre Fux aumentaram mais de nove vezes nas últimas 24 horas, com destaque para perguntas como “Quem indicou Fux?”, “Quem é Fux?” e “Qual foi o voto do Fux?”.

O dia 10 de setembro marcou o maior volume de buscas sobre o ministro desde o início da série histórica do Google Trends, em 2004. Entre as perguntas mais feitas no período, a que liderou foi: “Quando Cármen Lúcia vai votar?”, cujas buscas cresceram 1.260%.

Fux, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011 pela então presidente Dilma Rousseff, iniciou a carreira como promotor de Justiça no Rio de Janeiro na década de 1970, ingressando na magistratura em 1983. Em 2001, foi indicado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), cargo que ocupou até 2011.

Durante o julgamento da trama golpista, o ministro foi o primeiro voto divergente, defendendo a absolvição de Bolsonaro em todos os crimes de que foi acusado no episódio de 8 de janeiro de 2023.

Em voto de aproximadamente 12 horas, mais do que o dobro do tempo usado pelo relator Alexandre de Moraes, Fux afirmou que a conduta de Bolsonaro não configuraria tentativa de derrubada das instituições democráticas. Apesar disso, votou pela condenação de centenas de outros réus envolvidos no mesmo processo.

google news
senac