O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta quarta-feira (8), manter a prisão preventiva do deputado federal Binho Galinha (PRD). O parlamentar está detido na sala do Estado-Maior do Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
A decisão foi proferida pelo ministro Herman Benjamin, que negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do deputado, comandada pelo advogado Gamil Foppel, na última terça-feira (7). Segundo o ministro, não houve mudança nos elementos que justificaram o mandado de prisão expedido em 1º de outubro, destacando a gravidade dos crimes investigados e o risco de interferência nas apurações.
Com a decisão, o caso segue para análise do Ministério Público da Bahia (MP-BA), autor da denúncia contra o parlamentar.
Ainda na quarta-feira, a defesa de Binho Galinha participou de uma audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), na tentativa de pressionar os deputados a revogar a prisão. A defesa sustenta que a detenção é inconstitucional, por não ter ocorrido em flagrante, e argumenta que a Constituição Federal veda a prisão preventiva de parlamentares, salvo em casos de crimes inafiançáveis.
Binho Galinha está preso desde a última sexta-feira (5), quando se entregou à Justiça após permanecer dois dias foragido. Ele é acusado de liderar uma organização criminosa envolvida em agiotagem, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas e armas.
A ALBA deve definir, na próxima sexta-feira (10), quais medidas tomará em relação ao inquérito contra o deputado.


