O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, recebeu nesta segunda-feira (3) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no bairro Cidade Nova, para discutir os detalhes da megaoperação realizada nos Complexos do Alemão e da Penha, que resultou na morte de 123 suspeitos e quatro policiais, segundo dados do governo estadual.
A ação, conduzida pela Polícia Militar e outras forças de segurança, mobilizou centenas de agentes e provocou ampla repercussão nacional. Moraes, que acompanha operações policiais em comunidades por meio de relatórios do STF, solicitou informações detalhadas sobre os protocolos utilizados, número de agentes envolvidos, uso da força, imagens das câmeras corporais e ações de assistência às vítimas, buscando esclarecer todas as circunstâncias do confronto.
Cláudio Castro afirmou que a reunião teve caráter técnico, voltado à transparência e à prestação de contas sobre a operação, sem viés político. O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, destacou a importância de cumprir a lei e respeitar os direitos humanos, mesmo em ações de alto risco.
Pesquisas recentes indicam forte apoio popular à operação: cerca de 80% dos moradores das favelas afetadas afirmaram aprovar a ação policial, enquanto 57% dos entrevistados avaliaram que a operação foi um sucesso em termos de resultado. No entanto, organizações de direitos humanos e especialistas em segurança pública criticaram o número de mortes e cobraram investigações independentes, apontando para possíveis violações nos protocolos de uso da força.
A operação mobilizou aeronaves, veículos blindados e equipamentos de monitoramento em incursões nas áreas dominadas por facções criminosas. O governo estadual afirmou que a ação teve como objetivo retomar o controle territorial e responder a recentes episódios de violência no Rio de Janeiro.
O encontro entre Castro e Moraes, portanto, simboliza um esforço conjunto entre o Executivo estadual e o STF para garantir transparência, esclarecer os fatos e avaliar o equilíbrio entre combate ao crime organizado e preservação de vidas.


