Tia de bebê vítima de tentativa de sequestro pode ser indiciada após acusação contra funcionária de maternidade

Mulher é investigada por calúnia e difamação após divulgar imagem de supervisora e insinuar participação no crime ocorrido em Teresina.

A tia da bebê que sofreu uma tentativa de sequestro em uma maternidade de Teresina, no Piauí, poderá ser indiciada pelos crimes de calúnia e difamação qualificada após divulgar, nas redes sociais, a imagem de uma funcionária da unidade de saúde e insinuar que ela teria participado da ação criminosa.

A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Piauí nesta quinta-feira (17). Segundo a investigação, Daniela Beatriz publicou a foto de uma supervisora da maternidade, que trabalhava no mesmo local da técnica de enfermagem responsável pela tentativa de sequestro da recém-nascida. No entanto, as apurações concluíram que a servidora não teve qualquer envolvimento no crime.

A tentativa de sequestro aconteceu no dia 6 deste mês. Dois dias depois, a técnica de enfermagem suspeita foi localizada e presa em uma clínica psiquiátrica, onde estava internada. Desde então, a Polícia Civil deu continuidade às investigações para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

De acordo com a delegada Amanda Bezerra, responsável pelo inquérito, a divulgação da imagem da supervisora provocou danos à reputação da profissional, que acabou sendo associada ao crime sem qualquer prova. Por esse motivo, a investigação concluiu pelo indiciamento da tia da bebê pelos crimes contra a honra.

Após tomar conhecimento da decisão, Daniela utilizou as redes sociais para contestar a medida. Em um vídeo, afirmou que está sendo injustiçada e declarou estar abalada com a situação.

“Como assim, gente? Eu sou a vítima. E a mulher ainda tem direito de estar me processando”, afirmou.

Ela também criticou a atuação da delegada responsável pelo caso e alegou que a supervisora não teria informado que trabalhava na maternidade nem acionado a polícia após o ocorrido.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Piauí. A técnica de enfermagem presa continua sendo apontada como a principal responsável pela tentativa de sequestro da recém-nascida, enquanto a investigação sobre as publicações feitas nas redes sociais deve ser encaminhada à Justiça.

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