Com avanço de fintechs, bancos tradicionais aceleram digitalização e diversificam serviços

Foto: rédito: Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo/Arquivo; Itaci Batista/Estadão Conteúdo/Arquivo

Os bancos digitais estão crescendo em ritmo acelerado. Mas as instituições tradicionais não ficam na plateia: estão adquirindo plataformas de investimentos e investindo cada vez mais em tecnologia para diversificar serviços e ampliar a segurança de dados. Tudo isso sem poder deixar de lado a presença física.

Apesar da concorrência, os “bancões” ainda têm a favor deles a liderança em número de clientes. No primeiro trimestre, a base de Caixa era de 145,3 milhões, seguido por Bradesco (98,6 milhões), Itaú (82,9 milhões), Banco do Brasil (68,8 milhões) e Santander (51,3 milhões), apontou o Banco Central.

De acordo com pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos (incluindo digitais) investiram R$ 8,9 bilhões em tecnologia em 2020 — um aumento de 7% (R$ 8,3 bilhões), em relação a 2019, quando não havia pandemia no Brasil. Em 2016, esse montante era de apenas R$ 5,3 bilhões, o que mostra uma evolução de 67% em quatro anos.

“Com a popularização dos serviços financeiros pelos canais digitais, continuamos avançando no terreno importante da inclusão financeira no Brasil, especialmente com o mobile banking, que permite carregar o banco em seu bolso. Praticamente, todas as operações bancárias podem ser feitas de forma eletrônica”, afirmou Rodrigo Mulinari, diretor setorial de tecnologia e automação bancária da entidade.

O levantamento mostrou também que as transações realizadas pelo celular registraram avanço de 64% em 2020, impulsionadas pela pandemia e pelo Auxílio Emergencial. As operações financeiras que mais cresceram no ano passado foram investimentos (+63%), transferências/DOC/TED (+60%), pagamentos de contas (+51%) e crédito (+44%). (G1)