Uma comissão mista do Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira (8) uma medida provisória que autoriza o reajuste linear de 9% no salário-base de militares das Forças Armadas. A proposta alcança tanto os militares da ativa quanto os da reserva e os pensionistas vinculados à categoria.
A medida, que já está em vigor desde sua edição pelo governo federal em março deste ano, precisa agora ser apreciada pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para que seja convertida em lei. O prazo para a tramitação da medida provisória termina em agosto.
O reajuste incide sobre o soldo — a remuneração básica dos militares — que varia de acordo com o posto ou graduação. Com a aprovação da proposta, o soldo de oficiais do topo da hierarquia militar, como almirante de esquadra, general de Exército e tenente-brigadeiro do ar, passou de R$ 13.471 para R$ 14.077. Está prevista ainda uma nova correção de 4,5% a partir de 1º de janeiro de 2026, elevando o valor a R$ 14.711.
Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, o impacto fiscal da medida será de aproximadamente R$ 3 bilhões no orçamento de 2025, podendo chegar a R$ 5,3 bilhões no ano seguinte.





