Defesa de Jojo afirma falta de interpretação e desconhecimento legal após audiência com PT: “Hoje foi uma vergonha”

Cantora afirma ter sido alvo de ação injustificada após declarações feitas em 2023; advogados dizem que fala não configuraria difamação

Foto: Instagram

Nesta quinta-feira (18), Jojo Todynho se manifestou nas redes sociais ao lado dos advogados Bruno e Sérgio Figueiredo sobre a audiência realizada em tribunal com o Partido dos Trabalhadores (PT). O processo trata de uma queixa-crime movida contra a cantora após declarações feitas em 2023.

“Oi, amores, o tão esperado dia chegou. Representada pelos meus advogados, vim esclarecer o que aconteceu hoje”, afirmou Jojo em vídeo publicado em seu perfil.

O advogado Bruno Mezzadri classificou a ação como injustificada. “Hoje foi uma vergonha. O PT mostrou desconhecimento legal e falta de interpretação de texto”, disse.

Segundo ele, para que haja difamação, como prevê o artigo 139 do Código Penal, é necessário atribuir fato concreto a uma pessoa determinada, o que não teria ocorrido no caso.

A defesa destacou que a frase usada por Jojo, “me ofereceram”, não individualiza o sujeito, o que, em sua avaliação, tornaria a acusação sem fundamento.

Como a audiência não resultou em acordo, os advogados agora devem apresentar manifestação formal antes da decisão final do juiz.

Em 2023, Jojo afirmou ter recebido uma proposta de R$ 1,5 milhão para apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a artista, o convite teria ocorrido por telefonema e sido reforçado em um almoço.

Nota oficial da defesa

Após a audiência, os advogados divulgaram uma nota oficial, na qual consideram a ação uma tentativa de “instrumentalização do Poder Judiciário como ferramenta de coação”. O texto ressalta que a fala da cantora não atribui fato criminoso a pessoa específica, requisito indispensável para a configuração de difamação, e critica o que classificam como paradoxo na atuação do PT.

“A democracia não se constrói pelo uso do processo penal como escudo político, mas pelo debate livre e plural. Forçar a criminalização de uma fala genérica é criar artificialmente um conflito inexistente, o que apenas desvirtua a finalidade da Justiça e fragiliza a credibilidade das instituições”, afirma o documento.

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