A família de Lucas Terra, adolescente assassinado em Salvador no ano de 2001, ingressou com uma ação judicial contra o Estado da Bahia, alegando omissão institucional e morosidade no andamento do processo que apura o crime. Mais de 20 anos após o assassinato, o caso ainda não teve desfecho definitivo, o que, segundo os familiares, representa uma violação ao direito à justiça.
De acordo com a ação, o Estado falhou ao não garantir celeridade processual, permitindo sucessivos atrasos, recursos e adiamentos que prolongaram o sofrimento da família ao longo de mais de duas décadas. A defesa sustenta que a lentidão comprometeu a efetividade da prestação jurisdicional e agravou os danos emocionais causados pela perda do adolescente.
Lucas Terra foi morto aos 14 anos, e o caso ganhou grande repercussão na época por envolver membros de uma instituição religiosa. Desde então, o processo passou por diferentes fases, incluindo anulações de julgamentos e recomeços da tramitação judicial.
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Os familiares afirmam que a falta de uma resposta definitiva do Estado reforça a sensação de impunidade e negligência institucional. Na ação, eles pedem o reconhecimento da responsabilidade estatal e a devida reparação pelos prejuízos morais sofridos ao longo dos anos.
O caso segue em tramitação e continua sendo acompanhado por entidades de direitos humanos, que apontam o processo como um exemplo de falhas estruturais do sistema de Justiça brasileiro.





