Fila do INSS cresce 46,6% durante greve, mas tempo de espera segue abaixo da gestão anterior

Órgão atribui aumento à paralisação e maior volume de pedidos

A fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aumentou 46,6% durante a greve de 114 dias entre julho e novembro de 2023. Segundo dados do Portal da Transparência Previdenciária, os pedidos saltaram de 1.353.910 em junho para 1.985.090 em novembro.

Apesar do crescimento, o tempo médio de concessão do benefício segue abaixo dos índices registrados no governo anterior.

O tempo médio líquido de concessão subiu de 34 para 39 dias no período da greve. Já o tempo médio bruto – que inclui o prazo de resposta do segurado a exigências do INSS – passou de 36 para 43 dias, ainda dentro do limite legal de 45 dias. Em comparação, em dezembro de 2022, esse tempo era de 76 dias no cálculo líquido e 79 dias no bruto.

Além da greve, o INSS aponta outros fatores para o acúmulo de pedidos, como a paralisação dos médicos peritos desde outubro e problemas nos sistemas do órgão em 2024, que resultaram na retenção de 1 milhão de processos.

Outro desafio citado é a indefinição do Orçamento de 2025, que impede ações mais efetivas para o controle da fila.

Para enfrentar o problema, o governo adotou algumas medidas, como a nomeação de 1.276 novos servidores aprovados no concurso de 2022 e a convocação de mais 353 concursados para formação em 2025. Além disso, 500 servidores foram direcionados para análises administrativas e pós-perícia.

Também foram realizados mutirões de atendimento e reformulada a ferramenta Atestmed, que permite perícias médicas on-line para afastamentos de até 180 dias. No segundo semestre de 2023, a simplificação da análise dos benefícios por incapacidade temporária resultou em 800 mil processos avaliados.

O INSS informou ainda que segue revisando benefícios por incapacidade temporária. Entre julho e dezembro de 2023, 684.262 perícias foram realizadas, resultando na interrupção de 356.422 benefícios.

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