Lipedema: CID da ‘nova’ doença na lista da OMS será implementado no Brasil em 2027

O reconhecimento do lipedema como uma condição médica, e não apenas um problema estético, pode trazer mudanças significativas no acesso a tratamentos no Brasil. Essa mudança permitirá que portadores da doença tenham cobertura pelos planos de saúde e possivelmente acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A inclusão do lipedema na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que foi aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019, marca um avanço importante. A CID-11 identifica o lipedema como uma doença distinta, caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura nos braços e pernas.

Essa gordura não responde a dietas ou exercícios e é frequentemente confundida com obesidade. A condição, descrita pela primeira vez em 1940, é ainda acompanhada por fibrose e nódulos similares à celulite.

No entanto, no Brasil, a implementação da CID-11, inicialmente prevista para 2025, foi adiada para 2027. Segundo o Ministério da Saúde, a mudança de prazo é necessária para que os profissionais de saúde sejam capacitados e os sistemas de saúde pública sejam devidamente atualizados.

Especialistas alertam que, apesar do reconhecimento pela OMS e da inclusão na CID-11, ainda há pouca familiaridade entre médicos e outros profissionais de saúde sobre o lipedema. Isso dificulta o diagnóstico precoce e compromete o tratamento adequado dos pacientes, destacando a necessidade de mais campanhas de conscientização e treinamento na área médica.

google news
senac