As mensalidades de escolas particulares podem ficar entre 7% e 11% mais caras em 2027, segundo uma pesquisa nacional realizada pela Meira Fernandes Contabilidade e Gestão. O levantamento, que reúne instituições atendidas pela empresa, aponta que nove em cada dez escolas devem aplicar algum reajuste.
Entre as instituições consultadas, 44,2% estimam aumento entre 9% e 11%, enquanto 36,46% projetam correções de 7% a 9%. Outros 11,60% devem reajustar os valores entre 1% e 7%.
De acordo com a pesquisa, 7,18% das escolas podem aplicar aumentos superiores a 12%, enquanto apenas 0,5% não pretende alterar as mensalidades.
Segundo a diretora jurídica da empresa, Mabely Meira Fernandes, os reajustes são influenciados por fatores como folha salarial, convenções coletivas, contratação de profissionais e custos relacionados à educação especial inclusiva, além de investimentos em segurança e cidadania digital.
Inadimplência também preocupa
O levantamento aponta que 51,93% das instituições registraram atrasos equivalentes a 2% a 5% da receita mensal no primeiro semestre de 2026.
Para o fim deste ano e início de 2027, 21,67% das escolas projetam inadimplência superior a 6%. O período concentra despesas como 13º salário, férias, encargos, compra de materiais e preparação das unidades para o novo ano letivo.
Diante dos reajustes, especialistas em educação financeira orientam pais e responsáveis a se planejarem com antecedência. Entre as alternativas estão negociar descontos, buscar benefícios para irmãos, manter as mensalidades em dia e avaliar outras instituições da região.
Outra possibilidade apontada é negociar o pagamento antecipado de parte ou de toda a anuidade, caso o orçamento familiar permita, em troca de descontos.
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